Licenciada pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 2008, no curso de design de equipamento, descobriu a cerâmica como matéria de eleição para nos revelar a sua intenção e identidade.
Margarida fala sobre Feldspato, Caulino e Quartzo com prazer, exemplifica o ofício com gestos como os de um instrumentista ou manipulador de marionetas, leva-nos ao Oriente e conta quem foi o alquimista Johann Böttger.
Quem desconhece o gosto de Margarida pelo desenho científico, pode não entender a razão do funcionalismo. A ideia é tão simples como um acto de causa e consequência, a Margarida faz copos porque as pessoas bebem água.
Já passou pela Dinamarca e Holanda, como estagiária, em diferentes ateliers de cerâmica e em Portugal, acompanhou a arte Cabo-verdiana de cozer o barro na terra.
Estimulada pela celebração dos 500 anos da chegada ao Oriente, a Margarida prepara-se para executar uma obra onde se assume como descendente e discípula de uma arte que vive e evolui consoante os costumes e solo de cada cultura.
Maio de 2010

Ninna Gotzsche ©
Margarida em Aarhus: Ninna Gotzsche ©