Agosto 2003

Indeciso entre um inter-rail pela Europa, género estafetas quantas mais cidades melhor, ou uma ida a Marrocos optei por esta ultima. Pensava que se não o fizesse, seria mais um ano perdido num país onde os contrastes culturais imaginava serem tão evidentes e que cada ano que deixasse passar fosse um dissuasor desta mesma diferença, devido à globalização ou seja lá o que fosse.
Dentro do passaporte levava um papel assinado pela minha minha mãe e carimbado pelo notório da Rua da Madalena, tinha 17 anos, o ponto de partida foi a rodoviária no Arco do Cego, rumo a Sevilha.
Fiquei fascinado com o jantar dos locais, esplanadas cheias de vida em plena meia noite de Agosto, pernoitei num parque acolhedor que sobrava da expo Sevilha 1992.
Anos mais tarde num aeroporto Europeu, enquanto esperava pelo embarque, deparei-me com uma colecção de bonecos da playmobil. Cada um representava um país, o de Portugal tinha a tez como as que vi em Marrocos, o cabelo muito moreno. No deserto as crianças chamavam-me Ali Babá, na altura era parecido.

Marrakech : andré ©

Homens à chuva em Marrakech : andré ©

Crianças do Saara : andré ©